A Cosmic Movie Camera is the title of the 18th edition of the BIM’24, which also marks the 50th anniversary of the Biennale organized by the Centre d’Art Contemporain Genève. By blending the real and the virtual, its catalogue captures the spirit of the exhibition, which explores the evolution of moving images, particularly in our algorithmic age.
The book seeks to define the contours of the obsession with the teenage years; a fixation that has shaped a significant strand of contemporary art over the last ten years. Adolescence is here understood as a state of mind, a prolonged condition that dissolves the transition into adulthood and becomes a critique of an unstable world.
In this multi-voiced book, starting from the Orobie Alpine range, the mountainside becomes an epistemological lens through which to interpret contemporaneity and address issues such as multi-species migrations, our relationship with geological time and intergenerational inheritance, and the rethinking of collective memories and rituals.
For years now, the Die Vier von der Tankstelle (Four from the Gas Station) have been roaming across an area stretching out to the south of the Baltic Sea. They prowl their way through sparsely populated areas, wantonly terrorizing the inhabitants. The 2026 calendar by Jos de Gruyter and Harald Thys bears witness to their presence.
The first monograph dedicated to Lorenza Longhi, published with the Kunst Museum Winterthur, adopts a format associated with prototypes, manuals, or working documents. Its irregularities reflect Longhi’s ongoing examination of value, functionality, and the aesthetics of the everyday.
This publication is an extensive monograph devoted to the work of Carlos Bunga, published in conjunction with his eponymous show at CAM – Gulbenkian. In addition to a number of essays, which offer an in-depth look at his multifaceted practice, the book contains previously unpublished photos that reveal his working process.
Paula Rego e Adriana VarejãoEntre os vossos dentes
Editado por Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho
Textos: Elena Crippa, Raphael Fonseca, Helena de Freitas, Victor Gorgulho e Adriana Varejão
Design gráfico: Lorenzo Mason Studio
2025, português, capa mole, 24 x 32 cm, 152 páginas
ISBN 979-12-80579-64-5
Paula Rego e Adriana Varejão. Entre os vossos dentes, editado por ocasião da exposição homónima realizada no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, explora as convergências na obra de Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964), apesar de pertencerem a gerações diferentes e de terem origens distintas.
Com curadoria de Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho, a exposição – que reúne cerca de 80 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações – distribui-se por treze salas, cada uma dedicada a um tema distinto. O texto principal do catálogo é uma longa conversa entre os três curadores, que espelha a estrutura da exposição, aprofundando os diferentes núcleos temáticos e revelando o processo conceptual e metodológico que orientou a seleção das obras.
Os ensaios de Raphael Fonseca e Elena Crippa, que complementam o catálogo, oferecem uma leitura aprofundada das afinidades entre as práticas das duas artistas, explorando-as a partir de uma perspetiva crítica e informada.
O título – Entre os vossos dentes – é um verso retirado do livro Poemas aos Homens do Nosso Tempo (1974), da poeta e romancista brasileira Hilda Hilst, numa clara alusão ao regime ditatorial que tinha começado no Brasil na década anterior. Hilst expõe e critica o poder alicerçado na ganância, na conquista, no lucro e na exploração. Nas suas representações de corpos, tanto literais como metafóricos, Paula Rego e Adriana Varejão refletem sobre a forma como o patriarcado, o colonialismo e outras estruturas de opressão se entrelaçam, dilacerando as pessoas e as suas histórias.
Esta é a primeira exposição conjunta das artistas em Portugal, sendo que já expuseram juntas no Rio de Janeiro (Carpintaria, 2017), ainda em vida de Paula Rego.
O catálogo promove um diálogo entre a obra de Adriana Varejão – cujo percurso tem sido marcado por uma abordagem pioneira ao pensamento pós-colonial – e a de Paula Rego, cuja força política emerge de uma tensão fecunda entre o íntimo e o coletivo. Este cruzamento contribui para a ampliação do universo interpretativo das duas artistas.