For years now, the Die Vier von der Tankstelle (Four from the Gas Station) have been roaming across an area stretching out to the south of the Baltic Sea. They prowl their way through sparsely populated areas, wantonly terrorizing the inhabitants. The 2026 calendar by Jos de Gruyter and Harald Thys bears witness to their presence.
The first monograph dedicated to Lorenza Longhi, published with the Kunst Museum Winterthur, adopts a format associated with prototypes, manuals, or working documents. Its irregularities reflect Longhi’s ongoing examination of value, functionality, and the aesthetics of the everyday.
This publication is an extensive monograph devoted to the work of Carlos Bunga, published in conjunction with his eponymous show at CAM – Gulbenkian. In addition to a number of essays, which offer an in-depth look at his multifaceted practice, the book contains previously unpublished photos that reveal his working process.
The paintings and drawings by Jake Grewal draw the viewer in through stillness and ambiguity: they invite reflection on how we inhabit places—physically and emotionally—and how our inner landscapes mirror the physical world. This is the Grewal’s first book, published to accompany the artist’s exhibition at Studio Voltaire.
The transformation of the notion of monuments and the way cultural institutions choose to deal with it find in Maurizio Cattelan an interpreter capable of manipulating historical memory and shared symbols, to the point of turning them into a terrain of doubt and play. Lisa Parola and Lorenzo Giusti investigate the potential of contemporary art within the public sphere.
This is a visual archive of 12 years of developing, designing and exhibiting the House of One, a multireligious sacred space in the heart of Berlin. The architecture, conceived by Kuehn Malvezzi, has been displayed at various venues while being developed in close collaboration with three local religious communities in Berlin since 2012.
Paula Rego e Adriana VarejãoEntre os vossos dentes
Editado por Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho
Textos: Elena Crippa, Raphael Fonseca, Helena de Freitas, Victor Gorgulho e Adriana Varejão
Design gráfico: Lorenzo Mason Studio
2025, português, capa mole, 24 x 32 cm, 152 páginas
ISBN 979-12-80579-64-5
Paula Rego e Adriana Varejão. Entre os vossos dentes, editado por ocasião da exposição homónima realizada no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, explora as convergências na obra de Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964), apesar de pertencerem a gerações diferentes e de terem origens distintas.
Com curadoria de Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho, a exposição – que reúne cerca de 80 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações – distribui-se por treze salas, cada uma dedicada a um tema distinto. O texto principal do catálogo é uma longa conversa entre os três curadores, que espelha a estrutura da exposição, aprofundando os diferentes núcleos temáticos e revelando o processo conceptual e metodológico que orientou a seleção das obras.
Os ensaios de Raphael Fonseca e Elena Crippa, que complementam o catálogo, oferecem uma leitura aprofundada das afinidades entre as práticas das duas artistas, explorando-as a partir de uma perspetiva crítica e informada.
O título – Entre os vossos dentes – é um verso retirado do livro Poemas aos Homens do Nosso Tempo (1974), da poeta e romancista brasileira Hilda Hilst, numa clara alusão ao regime ditatorial que tinha começado no Brasil na década anterior. Hilst expõe e critica o poder alicerçado na ganância, na conquista, no lucro e na exploração. Nas suas representações de corpos, tanto literais como metafóricos, Paula Rego e Adriana Varejão refletem sobre a forma como o patriarcado, o colonialismo e outras estruturas de opressão se entrelaçam, dilacerando as pessoas e as suas histórias.
Esta é a primeira exposição conjunta das artistas em Portugal, sendo que já expuseram juntas no Rio de Janeiro (Carpintaria, 2017), ainda em vida de Paula Rego.
O catálogo promove um diálogo entre a obra de Adriana Varejão – cujo percurso tem sido marcado por uma abordagem pioneira ao pensamento pós-colonial – e a de Paula Rego, cuja força política emerge de uma tensão fecunda entre o íntimo e o coletivo. Este cruzamento contribui para a ampliação do universo interpretativo das duas artistas.