Martin Heidegger, Glenn Gould, Jacques-Louis David, Cy Twombly, Paul Engelmann and Ludwig Wittgenstein: characters that Francesco Arena has chosen or rediscovered in multiple contexts over the time recur in this book. Ranging from philosophy, to music, to visual arts, they embrace the whole world of knowledge.
This first institutional monograph on the multimedia practice of artist and director Ali Cherri aims to highlight the themes and formal concerns running through his most recent, highly significant projects at GAMeC, Bergamo; Frac Bretagne, Rennes; Swiss Institute, New York; Biennale Arte 2022, Venice; and the National Gallery, London.
The book highlights the main characteristics of the collective trauma that gave rise to Rachel Whiteread’s project for GAMeC. The psychoanalysts Angelo Antonio Moroni and Pietro Roberto Goisis map out a composite picture, starting from the sense of vulnerability and collective loss associated with the Covid-19 pandemic.
This book, with follows the eponymous exhibition at Mudam Luxembourg, is constructed as a story, with a prologue, four acts, and an epilogue: an intuitive journey through the voices of thirty-four artists from different generations who are experimenting with the idea of the performative.
Dreaming Alcestis is an artist’s book by artist and filmmaker Beatrice Gibson, conceived as an accompaniment to her holographic film installation of the same name. It features a commissioned essay by poet and translator Allison Grimaldi Donahue, as well as a reprint of the American poet Alice Notley’s 1991 essay What Can Be Learned From Dreams?
What if clay is the future and the future is clay? Curators Chus Martínez and Filipa Ramos brought together a group of artists to think and create through this old, maleable and fascinating matter. The result was materialized in an exhibition and book format entitled Feet of Clay.
Paula Rego e Adriana VarejãoEntre os vossos dentes
Editado por Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho
Textos: Elena Crippa, Raphael Fonseca, Helena de Freitas, Victor Gorgulho e Adriana Varejão
Design gráfico: Lorenzo Mason Studio
2025, português, capa mole, 24 x 32 cm, 152 páginas
ISBN 979-12-80579-64-5
Paula Rego e Adriana Varejão. Entre os vossos dentes, editado por ocasião da exposição homónima realizada no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, explora as convergências na obra de Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964), apesar de pertencerem a gerações diferentes e de terem origens distintas.
Com curadoria de Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho, a exposição – que reúne cerca de 80 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações – distribui-se por treze salas, cada uma dedicada a um tema distinto. O texto principal do catálogo é uma longa conversa entre os três curadores, que espelha a estrutura da exposição, aprofundando os diferentes núcleos temáticos e revelando o processo conceptual e metodológico que orientou a seleção das obras.
Os ensaios de Raphael Fonseca e Elena Crippa, que complementam o catálogo, oferecem uma leitura aprofundada das afinidades entre as práticas das duas artistas, explorando-as a partir de uma perspetiva crítica e informada.
O título – Entre os vossos dentes – é um verso retirado do livro Poemas aos Homens do Nosso Tempo (1974), da poeta e romancista brasileira Hilda Hilst, numa clara alusão ao regime ditatorial que tinha começado no Brasil na década anterior. Hilst expõe e critica o poder alicerçado na ganância, na conquista, no lucro e na exploração. Nas suas representações de corpos, tanto literais como metafóricos, Paula Rego e Adriana Varejão refletem sobre a forma como o patriarcado, o colonialismo e outras estruturas de opressão se entrelaçam, dilacerando as pessoas e as suas histórias.
Esta é a primeira exposição conjunta das artistas em Portugal, sendo que já expuseram juntas no Rio de Janeiro (Carpintaria, 2017), ainda em vida de Paula Rego.
O catálogo promove um diálogo entre a obra de Adriana Varejão – cujo percurso tem sido marcado por uma abordagem pioneira ao pensamento pós-colonial – e a de Paula Rego, cuja força política emerge de uma tensão fecunda entre o íntimo e o coletivo. Este cruzamento contribui para a ampliação do universo interpretativo das duas artistas.