This richly illustrated publication combines artwork, archival and process imagery, and includes an extended interview with the artist, as well as new essays by key thinkers in the fields of anthropology, philosophy, political economy and art history.
In the first monograph on the feminist conceptual artist collective Claire Fontaine, political theorist and somatic practitioner Anita Chari explores the artist’s theoretical and political innovations to illuminate a more haptic, embodied approach to the practice of critical theory.
Shahryar Nashat inserts his art in the pages of this new artist’s book, which takes the form of a catalogue-turned-manual: but instead of explaining its meaning, he strips it of its aura, flaunts its nature as an object and describes step-by-step how to create it.
Martin Heidegger, Glenn Gould, Jacques-Louis David, Cy Twombly, Paul Engelmann and Ludwig Wittgenstein: characters that Francesco Arena has chosen or rediscovered in multiple contexts over the time recur in this book. Ranging from philosophy, to music, to visual arts, they embrace the whole world of knowledge.
This first institutional monograph on the multimedia practice of artist and director Ali Cherri aims to highlight the themes and formal concerns running through his most recent, highly significant projects at GAMeC, Bergamo; Frac Bretagne, Rennes; Swiss Institute, New York; Biennale Arte 2022, Venice; and the National Gallery, London.
The book highlights the main characteristics of the collective trauma that gave rise to Rachel Whiteread’s project for GAMeC. The psychoanalysts Angelo Antonio Moroni and Pietro Roberto Goisis map out a composite picture, starting from the sense of vulnerability and collective loss associated with the Covid-19 pandemic.
Paula Rego e Adriana VarejãoEntre os vossos dentes
Editado por Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho
Textos: Elena Crippa, Raphael Fonseca, Helena de Freitas, Victor Gorgulho e Adriana Varejão
Design gráfico: Lorenzo Mason Studio
2025, português, capa mole, 24 x 32 cm, 152 páginas
ISBN 979-12-80579-64-5
Paula Rego e Adriana Varejão. Entre os vossos dentes, editado por ocasião da exposição homónima realizada no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, explora as convergências na obra de Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964), apesar de pertencerem a gerações diferentes e de terem origens distintas.
Com curadoria de Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho, a exposição – que reúne cerca de 80 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações – distribui-se por treze salas, cada uma dedicada a um tema distinto. O texto principal do catálogo é uma longa conversa entre os três curadores, que espelha a estrutura da exposição, aprofundando os diferentes núcleos temáticos e revelando o processo conceptual e metodológico que orientou a seleção das obras.
Os ensaios de Raphael Fonseca e Elena Crippa, que complementam o catálogo, oferecem uma leitura aprofundada das afinidades entre as práticas das duas artistas, explorando-as a partir de uma perspetiva crítica e informada.
O título – Entre os vossos dentes – é um verso retirado do livro Poemas aos Homens do Nosso Tempo (1974), da poeta e romancista brasileira Hilda Hilst, numa clara alusão ao regime ditatorial que tinha começado no Brasil na década anterior. Hilst expõe e critica o poder alicerçado na ganância, na conquista, no lucro e na exploração. Nas suas representações de corpos, tanto literais como metafóricos, Paula Rego e Adriana Varejão refletem sobre a forma como o patriarcado, o colonialismo e outras estruturas de opressão se entrelaçam, dilacerando as pessoas e as suas histórias.
Esta é a primeira exposição conjunta das artistas em Portugal, sendo que já expuseram juntas no Rio de Janeiro (Carpintaria, 2017), ainda em vida de Paula Rego.
O catálogo promove um diálogo entre a obra de Adriana Varejão – cujo percurso tem sido marcado por uma abordagem pioneira ao pensamento pós-colonial – e a de Paula Rego, cuja força política emerge de uma tensão fecunda entre o íntimo e o coletivo. Este cruzamento contribui para a ampliação do universo interpretativo das duas artistas.