This richly illustrated book considers the dazzling oeuvre of choreographer and dancer Marlene Monteiro Freitas. In line with her creative methodology, Alexandra Balona unfolds an “atlas of affects” through five emblematic dance pieces that reveal the intensity, humor, and humanity of one of today’s most radical choreographic voices.
Invited to present an exhibition at the Galleria Borghese in Rome, Kenyan-American artist Wangechi Mutu has developed an innovative approach to museum space, challenging hierarchy, permanence, and fixed meanings. With in-depth essays and a rich selection of illustrations, this catalog retraces that exhibition and explores the themes and concerns that have long characterized the artist’s practice.
Invitata a concepire una mostra alla Galleria Borghese, l’artista keniota-americana Wangechi Mutu ha sviluppato un approccio innovativo allo spazio museale, confrontandosi con le gerarchie, la permanenze e le sedimentazioni del contesto. Attraverso saggi approfonditi e una ricca selezione di illustrazioni, questo catalogo ripercorre la mostra ed esplora i temi e le preoccupazioni che da tempo caratterizzano la pratica dell’artista.
A visual notebook of the screenshots taken by Yngve Holen over the past five years or so, 6G—the anticipated next phase of network technology—is a peculiarly sized artist’s book, a glossy non-linear agglomeration that reflects the intersections of production, life, and digital debris.
Conceived as a visual résumé, the book provides a comprehensive overview of Posenenske’s solo exhibitions and a record of her numerous group shows. Featuring an essay by curator Erlend Hammer on the role of documentary photographs in the circulation of works of art, it was published in conjunction with the eponymous show at the Haugar Art Museum in Tønsberg.
Paula Rego e Adriana VarejãoEntre os vossos dentes
Editado por Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho
Textos: Elena Crippa, Raphael Fonseca, Helena de Freitas, Victor Gorgulho e Adriana Varejão
Design gráfico: Lorenzo Mason Studio
2025, português, capa mole, 24 x 32 cm, 152 páginas
ISBN 979-12-80579-64-5
Paula Rego e Adriana Varejão. Entre os vossos dentes, editado por ocasião da exposição homónima realizada no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, explora as convergências na obra de Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964), apesar de pertencerem a gerações diferentes e de terem origens distintas.
Com curadoria de Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho, a exposição – que reúne cerca de 80 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações – distribui-se por treze salas, cada uma dedicada a um tema distinto. O texto principal do catálogo é uma longa conversa entre os três curadores, que espelha a estrutura da exposição, aprofundando os diferentes núcleos temáticos e revelando o processo conceptual e metodológico que orientou a seleção das obras.
Os ensaios de Raphael Fonseca e Elena Crippa, que complementam o catálogo, oferecem uma leitura aprofundada das afinidades entre as práticas das duas artistas, explorando-as a partir de uma perspetiva crítica e informada.
O título – Entre os vossos dentes – é um verso retirado do livro Poemas aos Homens do Nosso Tempo (1974), da poeta e romancista brasileira Hilda Hilst, numa clara alusão ao regime ditatorial que tinha começado no Brasil na década anterior. Hilst expõe e critica o poder alicerçado na ganância, na conquista, no lucro e na exploração. Nas suas representações de corpos, tanto literais como metafóricos, Paula Rego e Adriana Varejão refletem sobre a forma como o patriarcado, o colonialismo e outras estruturas de opressão se entrelaçam, dilacerando as pessoas e as suas histórias.
Esta é a primeira exposição conjunta das artistas em Portugal, sendo que já expuseram juntas no Rio de Janeiro (Carpintaria, 2017), ainda em vida de Paula Rego.
O catálogo promove um diálogo entre a obra de Adriana Varejão – cujo percurso tem sido marcado por uma abordagem pioneira ao pensamento pós-colonial – e a de Paula Rego, cuja força política emerge de uma tensão fecunda entre o íntimo e o coletivo. Este cruzamento contribui para a ampliação do universo interpretativo das duas artistas.