This artist’s first monograph brings together sketches, documentation and installation shots, as well as an in-depth analysis of her practice. It highlights her process of making art, from the conception of an idea to the finished work, and from the deconstruction and re-assembling of her characters’ identities to the relentless creation of new worlds.
Published on the occasion of the first exhibition in Italy by Jenna Gribbon, staged at the Collezione Maramotti, Mirages showcases a wealth of images that highlight the fluid, sensual output of this artist who, in repeatedly portraying her wife, the musician Mackenzie Scott (aka TORRES), explores the implications inherent in seeing and being seen.
The catalogue of this ambitious project, held at the Centre d’Art Contemporain Genève in 2017, reflects on the centrality of writing in contemporary visual art practices. Documenting its slippages from printed matters to the digital realm, from voice modulations to its sculptural presence, this book celebrates the word in all its forms.
A book emerged from the need to try to tell the story of architecture in a way quite unlike how it’s usually told, in a continuous dialogue between the anthropological gaze of Armin Linke’s photos compared with the ideation process of two public works by the Carlana Mezzalira Pentimalli architecture office.
The book documents and brings together two exhibition projects by Nina Canell and Maria Hassabi. Essays, unpublished materials and a rich set of photographic materials form the driving force behind two visual narratives that offer new keys to understanding the research of the two artists.
Can art, literature, filmmaking, and music draw out, make visible, legible, audible, or even contestable the patterns in which our lives are held? Considering the work by Stan Douglas, Harun Farocki, Ingri Fiksdal, Åke Hodell, Stefan Panhans & Andrea Winkler, Susan Philipsz, and Elizabeth Price, this publication entertains this question.
Paula Rego e Adriana VarejãoEntre os vossos dentes
Editado por Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho
Textos: Elena Crippa, Raphael Fonseca, Helena de Freitas, Victor Gorgulho e Adriana Varejão
Design gráfico: Lorenzo Mason Studio
2025, português, capa mole, 24 x 32 cm, 152 páginas
ISBN 979-12-80579-64-5
Paula Rego e Adriana Varejão. Entre os vossos dentes, editado por ocasião da exposição homónima realizada no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, explora as convergências na obra de Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964), apesar de pertencerem a gerações diferentes e de terem origens distintas.
Com curadoria de Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho, a exposição – que reúne cerca de 80 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações – distribui-se por treze salas, cada uma dedicada a um tema distinto. O texto principal do catálogo é uma longa conversa entre os três curadores, que espelha a estrutura da exposição, aprofundando os diferentes núcleos temáticos e revelando o processo conceptual e metodológico que orientou a seleção das obras.
Os ensaios de Raphael Fonseca e Elena Crippa, que complementam o catálogo, oferecem uma leitura aprofundada das afinidades entre as práticas das duas artistas, explorando-as a partir de uma perspetiva crítica e informada.
O título – Entre os vossos dentes – é um verso retirado do livro Poemas aos Homens do Nosso Tempo (1974), da poeta e romancista brasileira Hilda Hilst, numa clara alusão ao regime ditatorial que tinha começado no Brasil na década anterior. Hilst expõe e critica o poder alicerçado na ganância, na conquista, no lucro e na exploração. Nas suas representações de corpos, tanto literais como metafóricos, Paula Rego e Adriana Varejão refletem sobre a forma como o patriarcado, o colonialismo e outras estruturas de opressão se entrelaçam, dilacerando as pessoas e as suas histórias.
Esta é a primeira exposição conjunta das artistas em Portugal, sendo que já expuseram juntas no Rio de Janeiro (Carpintaria, 2017), ainda em vida de Paula Rego.
O catálogo promove um diálogo entre a obra de Adriana Varejão – cujo percurso tem sido marcado por uma abordagem pioneira ao pensamento pós-colonial – e a de Paula Rego, cuja força política emerge de uma tensão fecunda entre o íntimo e o coletivo. Este cruzamento contribui para a ampliação do universo interpretativo das duas artistas.