Pardon Façade documents the artistic output of Luca Monterastelli, showcasing almost all of the sculptures and installations that he produced between 2011 and 2022. Across four chapters—corresponding to four solo shows that he staged in Milan, Otegem, Antwerp, and Naples—the publication provides the first overview of the artist’s work.
More than half a century after its premiere, Yvonne Rainer, in collaboration with choreographer and dancer Emily Coates, directed the 2019 revival of her 1965 performance Parts of Some Sextets. This book poses questions about the trajectories of artworks, performers, and audiences, all while tracing the life—and afterlife—of a dance.
How does technology organize life? This book documents and reflects on the exhibition Proof of Stake: Technological Claims at Kunstverein in Hamburg, curated by Simon Denny and Bettina Steinbrügge. It brings together a unique group of artists and scholars who investigate the technological apparatuses and power relations of organized life.
This artist’s first monograph brings together sketches, documentation and installation shots, as well as an in-depth analysis of her practice. It highlights her process of making art, from the conception of an idea to the finished work, and from the deconstruction and re-assembling of her characters’ identities to the relentless creation of new worlds.
Published on the occasion of the first exhibition in Italy by Jenna Gribbon, staged at the Collezione Maramotti, Mirages showcases a wealth of images that highlight the fluid, sensual output of this artist who, in repeatedly portraying her wife, the musician Mackenzie Scott (aka TORRES), explores the implications inherent in seeing and being seen.
The catalogue of this ambitious project, held at the Centre d’Art Contemporain Genève in 2017, reflects on the centrality of writing in contemporary visual art practices. Documenting its slippages from printed matters to the digital realm, from voice modulations to its sculptural presence, this book celebrates the word in all its forms.
Paula Rego e Adriana VarejãoEntre os vossos dentes
Editado por Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho
Textos: Elena Crippa, Raphael Fonseca, Helena de Freitas, Victor Gorgulho e Adriana Varejão
Design gráfico: Lorenzo Mason Studio
2025, português, capa mole, 24 x 32 cm, 152 páginas
ISBN 979-12-80579-64-5
Paula Rego e Adriana Varejão. Entre os vossos dentes, editado por ocasião da exposição homónima realizada no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, explora as convergências na obra de Paula Rego (Lisboa, 1935 – Londres, 2022) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964), apesar de pertencerem a gerações diferentes e de terem origens distintas.
Com curadoria de Adriana Varejão, Helena de Freitas e Victor Gorgulho, a exposição – que reúne cerca de 80 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas e instalações – distribui-se por treze salas, cada uma dedicada a um tema distinto. O texto principal do catálogo é uma longa conversa entre os três curadores, que espelha a estrutura da exposição, aprofundando os diferentes núcleos temáticos e revelando o processo conceptual e metodológico que orientou a seleção das obras.
Os ensaios de Raphael Fonseca e Elena Crippa, que complementam o catálogo, oferecem uma leitura aprofundada das afinidades entre as práticas das duas artistas, explorando-as a partir de uma perspetiva crítica e informada.
O título – Entre os vossos dentes – é um verso retirado do livro Poemas aos Homens do Nosso Tempo (1974), da poeta e romancista brasileira Hilda Hilst, numa clara alusão ao regime ditatorial que tinha começado no Brasil na década anterior. Hilst expõe e critica o poder alicerçado na ganância, na conquista, no lucro e na exploração. Nas suas representações de corpos, tanto literais como metafóricos, Paula Rego e Adriana Varejão refletem sobre a forma como o patriarcado, o colonialismo e outras estruturas de opressão se entrelaçam, dilacerando as pessoas e as suas histórias.
Esta é a primeira exposição conjunta das artistas em Portugal, sendo que já expuseram juntas no Rio de Janeiro (Carpintaria, 2017), ainda em vida de Paula Rego.
O catálogo promove um diálogo entre a obra de Adriana Varejão – cujo percurso tem sido marcado por uma abordagem pioneira ao pensamento pós-colonial – e a de Paula Rego, cuja força política emerge de uma tensão fecunda entre o íntimo e o coletivo. Este cruzamento contribui para a ampliação do universo interpretativo das duas artistas.